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" Live 8 "

Live 8 agora espera mudanças dos países ricos

Eles fizeram o mundo dançar no maior concerto ao vivo jamais realizado. Agora as estrelas do Live 8 se voltam para os líderes dos países ricos, que se reúnem esta semana, esperando que eles façam mais para ajudar os pobres.
O poder de as pessoas fazerem a diferença será testado esta semana, mais precisamente no dia 8 de julho, quando termina a reunião do G8, grupo que reúne as sete nações mais ricas do mundo mais a Rússia. O encontro acontece na Escócia, e a África estará na agenda de discussões.
"Mahatma Gandhi libertou um continente, Martin Luther King libertou um povo, Nelson Mandela libertou um país. Isso funciona. Eles ouvirão", disse Bob Geldof, organizador do Live 8.
As primeiras reações ao megaconcerto que ocorreu simultaneamente em dez cidades foram diversas.
Enquanto na Grã-Bretanha, os jornais de domingo estamparam em suas capas fotos e reportagens sobre o concerto, publicações da África, o continente que o Live 8 quis beneficiar, foram mais comedidas.
Nos Estados Unidos, o país com a maior economia do mundo, os artistas reconheceram a dificuldade de o Live 8 sensibilizar o público norte-americano.
O New York Times trouxe em sua primeira página uma foto do show na Filadélfia, onde centenas de milhares de pessoas assistiram ao concerto. Mas a reportagem só saiu na página 6. Quase nenhum talk show de domingo falou do megashow.
O ministro das Finanças britânico, Gordon Brown, que defende o perdão da dívida, disse que a opinião pública ajudou a moldar acordos recentes tratando da dívida e da ajuda aos países pobres. Mas ressalvou que melhorar a vida do povo africano é "trabalho de toda uma vida".
"Acho que vocês notaram que os ministros de todo o mundo têm se sensibilizado com a opinião pública, as igrejas e os grupos de fé. Isso tem um impacto", disse Brown ao canal de TV BBC.
O papa Bento 16, falando para uma multidão na praça São Pedro, um dia depois do Live 8 em Roma, disse esperar que a reunião do G8 traga ajuda genuína e duradoura para a África.
Alguns analistas, no entanto, não têm tanta certeza.
"O rock levou a África para a primeira página dos jornais e para as telas de TV. Vida longa ao rock!, escreveu o jornal italiano Corriere della Sera. "Mas imaginar que rock e ajuda ... são suficientes para fazer com que a África avance um passo sequer é um sonho", completou.

ESTATÍSTICAS IMPRESSIONANTES

Mais de 1 milhão de pessoas ouviram os astros do rock e do pop em quatro continentes, no sábado. Mais de 26 milhões mandaram mensagens de texto no sábado em apoio ao Live 8, estabelecendo um recorde mundial de mensagens enviadas para um único evento, disseram os organizadores.
Eles também estimaram que 2 bilhões de pessoas assistiram aos concertos mundo afora, pela Internet, pelo rádio ou pela TV, embora esse número não tenha sido confirmado oficialmente.
Na Grã-Bretanha, os jornais foram unânimes em louvar o Live 8 e Geldof, que se tornou conhecido 20 anos atrás por organizar o Live Aid, que arrecadou 100 milhões de dólares para combater a fome na África.
"Um dia lindo", escreveu o Independent. "Foi alto o suficiente para você ouvir?", perguntou o Sunday Times.
Os jornais alemães também dedicaram espaço considerável ao concerto em Berlim, que atraiu 200 mil pessoas. Os quatro diários mais importantes da Itália trouxeram o evento em suas primeiras páginas.
Mas em Joanesburgo, apenas um jornal publicou o Live 8 na capa.
Os concertos em 10 cidades reuniram talentos de leste a oeste, de Tóquio a uma cidadezinha canadense, Barrie, perto de Toronto, no Canadá.
Os nomes mais conhecidos se apresentaram no Hyde Park, em Londres, entre eles Paul McCartney, U2, Madonna, Elton John, Pink Floyd, The Who e George Michael.

(Fonte: Portal Terra)

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